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algumas informações respeitantes à ofensiva israelita na faixa de Gaza

Posted in Notícias on September 8, 2010 by cybersilva

Tal como prometido vou colocando aqui algumas informações respeitantes à ofensiva israelita na faixa de Gaza. Todas elas terão indicação da sua proveniência, e portanto a sua autenticidade só poderá ser posta em questão na medida em que a autenticidade dos nossos media pode ser questionada. Estas informações aspiram à qualidade de factos. Isoladamente são pontos avulsos sobre uma área. Mas se unirmos estes pontos obtemos um desenho face ao qual se acabam as dúvidas sobre o que realmente está a acontecer . Este desenho pode ter oscilações, mas é o que é, e aqui ninguém aqui está com paciência para trapaças. Por isso quem não estiver com vontade de o contemplar, sugiro-lhe que não vá mais longe nesta leitura.

Em Portugal pelos vistos ninguém está com vontade de unir pontos de desenho absolutamente nenhum. Deve ser por este motivo que, contrariamente ao que tem vindo a acontecer noutros países, que eu saiba ainda não aconteceram manifestações publicas a este respeito.

E agora as informações:

-Até ontem (4-1-2009), e em pouco mais de uma semana morreram mais de 87 crianças em Gaza, vítimas dos bombardeamentos israelitas

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354904

-O número total de mortos resultantes desta ofensiva israelita ultrapassava ontem os 500

idem

-The UN reports that seven out of 10 Gazan homes have no tap water.

http://www.guardian.co.uk/news/blog/2009/jan/05/gaza-israel

Declaração da Directora Executiva da UNICEF Ann M. Veneman acerca da situação humanitária em Gaza

Posted in Notícias on January 15, 2009 by cybersilva

Joanesburgo, 14 de Janeiro de 2009

Mais de 300 crianças foram mortas e mais de 1 500 ficaram feridas, desde o início da crise em Gaza no dia 27 de Dezembro de 2008 até ontem. A cada dia que passa mais crianças são atingidas, os seus pequenos corpos feridos, as suas jovens vidas despedaçadas. Estes não são apenas números. Falam de vidas de crianças interrompidas. Nenhum ser humano pode assistir a esta situação sem ficar impressionado. Nenhum pai ou mãe pode testemunhá-la sem imaginar logo os seus próprios filhos.
Trata-se de uma situação trágica, que é inaceitável. O Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon encontra-se actualmente no Médio Oriente para apelar ao cumprimento urgente da Resolução 1860 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que apela a um cessar-fogo imediato, duradouro e plenamente respeitado e à prestação e distribuição de ajuda humanitária em todo o território de Gaza sem obstruções.
O acesso humanitário a todos, especialmente aos mais vulneráveis, deve ser desimpedido.
A Resolução realça também que as populações civis devem ser protegidas por ambas as partes, em conformidade com os princípios internacionais.
As escolas e as instalações de saúde devem ser protegidas e consideradas zonas de paz, em quaisquer
circunstâncias.
A crise em Gaza é singular na medida em que as crianças e as suas famílias não têm para onde escapar,
nem onde refugiar-se. Por si só, a ideia de estar encurralado numa área fechada é perturbadora para os
adultos em tempo de paz. O que passará pela cabeça de uma criança que está encurralada numa situação de tamanha violência?

As crianças constituem a maior parte da população de Gaza. Elas estão a suportar o fardo mais pesado de
um conflito que não é o seu. À medida que os combates atingem o coração de áreas urbanas mais populosas, o impacte das armas mortíferas junto das crianças tornar-se-á ainda mais pesado. Deve ser dada prioridade absoluta à sua protecção.
Com os seus parceiros, a UNICEF está a fazer tudo o que pode para lhes prestar assistência, apesar das
dificuldades nas actuais condições. Foram disponibilizados novos recursos a fim de ir ao encontro das
necessidades mais urgentes das crianças e suas famílias: água, kits de reanimação e kits educativos, entre
outros artigos de ajuda humanitária.
Porém, para além das necessidades imediatas das crianças que perderam as suas casas, não têm acesso a
água potável, electricidade e medicamentos, para além das terríveis cicatrizes físicas e ferimentos, estão os
ferimentos psicológicos, mais profundos, destas crianças. A sua recuperação psicológica e social será longa
e difícil.
Só com a cessação das hostilidades é que as crianças poderão encetar a longa jornada de regresso ao seu
mais fundamental direito, o direito a viver sem violência física e mental.
A UNICEF apela a todas as partes em conflito para que tomem todas as medidas para proteger as crianças

Jornal Guardian, 9 de Janeiro

Posted in Notícias on January 9, 2009 by cybersilva

Notícia do Jornal Guardian de hoje, Sexta-Feira 9 de Janeiro:

Israel bombardeia casa depois de lá colocar 120 palestinianos. Metade são crianças.

http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/09/gaza-palestinians-israel-evacuees-zeitoun

Um apelo aos senhores jornalistas:

Posted in Notícias on January 8, 2009 by cybersilva

Senhores jornalistas, pelo menos parem de chamar “guerra” ao que está a acontecer em Gaza. Com certeza já terão reparado que um dos lados não tem exército…

Obrigado

Grito e choro por Gaza e por Israel

Posted in Notícias on January 7, 2009 by cybersilva
texto citado do Blog de Fernando Nobre
Grito e choro por Gaza e por Israel

Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia.

O que está a acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes (“terroristas”) do movimento Hamas.
Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas:
– Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento “terrorista” Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel..
– Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamisaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas “terrorista” que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus?
– Foi o governo de Israel que, ao mergulhar no desespero e no ódio milhões de palestinianos (privados de água, luz, alimentos, trabalho, segurança, dignidade e esperança ), os pôs do lado do Hamas, movimento que ele incentivou, para não dizer criou, com o intuito de enfraquecer na altura o movimento FATAH de Yasser Arafat. Como inúmeras vezes na História, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, como também aconteceu recentemente no Afeganistão.
– Estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras…) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário…a arma atómica!).
– Estranha guerra esta em que o “agressor”, os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os “agredidos”. Nunca antes visto nos anais militares!
– Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos “heróis” que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia!
– Como pode um povo que tanto sofreu, o judeu do qual temos todos pelo menos uma gota de sangue (eu tenho um antepassado Jeremias!), estar a fazer o mesmo a um outro povo semita seu irmão? O governo israelita, por conveniências políticas diversas (eleições em breve…), é hoje de facto o governo mais anti-semita à superfície da terra!
– Onde andam o Sr. Blair, o fantasma do Quarteto Mudo, o Comissário das Nações Unidas para o Diálogo Inter-religioso e os Prémios Nobel da Paz, nomeadamente Elie Wiesel e Shimon Perez? Gostaria de os ouvir! Ergam as vozes por favor! Porque ou é agora ou nunca!
– Honra aos milhares de israelitas que se manifestam na rua em Israel para que se ponha um fim ao massacre. Não estão só a dignificar o seu povo, mas estão a permitir que se mantenha uma janela aberta para o diálogo, imprescindível de retomar como único caminho capaz de construir o entendimento e levar à Paz!
– Honra aos milhares de jovens israelitas que preferem ir para as prisões do que servir num exército de ocupação e opressão. São eles, como os referidos no ponto anterior, que notabilizam a sabedoria e o humanismo do povo judeu e demonstram mais uma vez a coragem dos judeus zelotas de Massada e os resistentes judeus do Gueto de Varsóvia!
Vergonha para todos aqueles que, entre nós, se calam por cobardia ou por omissão. Acuso-os de não assistência a um povo em perigo! Não tenham medo: os espíritos livres são eternos!
É chegado o tempo dos Seres Humanos de Boa Vontade de Israel e da Palestina fazerem calar os seus falcões, se sentarem à mesa e, com equidade, encontrarem uma solução. Ela existe! Mais tarde ou mais cedo terá que ser implementada ou vamos todos direito ao Caos: já estivemos bem mais longe do período das Trevas e do Apocalipse.
É chegado o tempo de dizer BASTA! Este é o meu grito por Gaza e por Israel (conheço ambos): quero, exijo vê-los viver como irmãos que são.
http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/6062.html

It’s a dirty job, but somebody has to do it…

Posted in Notícias on January 2, 2009 by cybersilva

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BASTA!!!

Posted in Notícias on December 30, 2008 by cybersilva

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foto de guardian.co.uk

Apercebemo-nos de que as coisas estão a correr realmente mal quando se torna totalmente irreprimível a vontade de falar, de falar alto, de dizer BASTA !

Israel iniciou mais uma campanha totalmente criminosa na faixa de Gaza, alegadamente contra os militantes do Hamas. Com recurso a bombardeiros F-16 iniciou o bombardeamento de uma das regiões mais densamente povoadas do planeta cujas fronteiras o mesmo Israel vedou previamente. Neste momento as bombas caem sobre uma zona com uma população semelhante à de Lisboa, mas de menor área, e de onde ninguém pode sair. Há já muito tempo que os abastecimentos normais se deixaram de realizar. De vez em quando Israel abre um posto fronteiriço e permite a entrada de alguns fornecimentos que agora são sempre de carácter humanitário, uma vez que o isolamento forçado tem vindo a provocar uma situação desastrosa, com  carência alimentar generalizada, escassez de medicamentos,  falta de abastecimentos de toda a ordem, etc…( para não falar das consequências que a interrupção de todo o fluxo de pessoas e mercadorias acarreta do ponto de vista estritamente económico)

Este acto pretende atingir o Hamas  mas qualquer pessoa com um mínimo de bom senso percebe, olhando para as fotos que nos têm chegado, que os mortos entre os civis são obrigatoriamente mais que muitos. Nunca é demais lembrar que ao povo palestiniano está vedada pela lei internacional  a criação de um exército e que os ataques de rockets por parte dos palestinianos sãomuitas vezes feitos com recurso a material rudimentar, e que este é o único modo que os resistentes de Gaza têm de se oporem à ocupação (e mil outras violências que a nossa imprensa livre raramente refere), e de se insurgirem contra a indignidade que são vítimas quotidianamente. Ao longo de um ano aconteceram centenas destes ataques contra território israelita (que em rigor não o é por ser resultado de ocupação ilegal à luz da lei internacional, e em violação de um numero recorde de resoluções das Nações Unidas)  que  causaram a morte a 8 israelitas. Desde anteontem (28/12/2008), a vingança do exército “moral” de israel matou 320 palestinianos e feriu 1400.  Até antes de anteontem, e desde a recente vitória do Hamas em eleições livres, monitorizadas pela OSCE , o exército Israelita já tinha morto mais de 13oo palestinianos. Tal estado de coisas têm a sua continuidade garantida por via do beneplácito dado às acções de Israel por parte de vários países ocidentais, liderados pelos EUA, esse grande exportador de democracia.

Estou mais que nunca convicto de que a internet há-de ser uma ajuda, por pequena que seja, uma vez que que graças a ela estas linhas vão além das paredes do meu quarto.  Se mensagens como esta se multiplicarem, talvez os donos do mundo se apercebam subitamente de que somos milhões a observá-los, absortos nos seus festins de sangue.

Os tempos estão perigosos e trazem à memória sombras funestas do passado…hoje em dia é mais difícil que nunca, em parte graças à internet, dizer, quando coisas assim acontecem,  que “não sabíamos”…sou mais uma voz a clamar, se calhar no deserto, mas este post é o testemunho de que a mim nunca ninguém me poderá incluir no número dos que viu e calou.

P.S. este post é para continuar. Para já, deixo ficar uma imagem  ilustrativa do rumo que têm levado as sucessivas negociações.

palestinian_land_loss_map1

P.S. 2

Infelizmente está mais ou menos instalada a ideia de que todo o extremismo vem do Hamas, de que os terroristas são eles.  Os números não o demonstram:

vítimas palestinianas, de 29 de Setembro de 2000, a 30 de Abril de 2008: 4789

vítimas israelitas no mesmo espaço de tempo: 1053

palestinian_deaths_chart

fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Second_Intifada

B’Tselem, “The Israeli Information Center for Human Rights in the Occupied Territories